sábado, 24 de março de 2018

URTIGA MANSA, Boehmeria caudata

Fazendo trabalho voluntário na aldeia Tekoa Ytu e Tekoa Itakupe, me deparei com essa planta bem comum da mata atlântica, suas folhas podem ser consumidas escaldadas e depois refogadas, em cremes, sopas, patê, bolo, etc... Seu sabor me lembra espinafre refogado.

Segundo Kinupp altamente nutritiva, rica em proteínas e alto teor de fósforo, ainda possui cálcio, zinco, cobre, ferro e boro. Ele diz que no centro-oeste é chamada de assa-peixe, pois suas folhas empanadas e fritas adquirem um sabor de peixe.

Para reconhecê-la repare em suas flores em cachinhos pendentes quase como uma espiguinhas... As suas folhas chegam a ser muito grandes, acho que as maiores que vi chegavam a uns 20 cm de comprimento, são meio ásperas...

Em sua composição química encontra-se óleo essencial nas flores, que em tintura pode substituir a arnica segundo Coimbra-Diniz da Silva (https://therapeutesmagazine.com/boehmeria-caudata/).


Receita de chapati sem gluten

1 xíc. (chá) de farinha de aveia
1 xíc. (chá) de quinoa em flocos
¼ de xíc. (chá) de linhaça moída, deixe de molho com água até cobrir por uns 20-30 minutos
½ xíc. (chá) de urtiga mansa fervida por uns 3-4 minutos, escorridas e batidas no liquidificador
sal a gosto
¼ xíc. (chá) de óleo de girassol
água até dar liga

Misturas os ingredientes secos com o óleo, a urtiga, a linhaça e amasse, acrescente a água aos poucos até formar uma massa bem firme, regue com um fio de óleo por cima da massa e deixe descansar por 10 minutos.

Pegue pequenas bolinhas como almôndegas e amasse com um rolo, deixe com uns 0,5 centímetro de altura e passe na frigideira até corar.

Urtiga-mansa, Boehmeria caudata na aldeia Tekoa Ytu, 2017

Urtiga-mansa na aldeia Tekoa Ytu no Jaraguá, 2017

Urtiga-mansa com suas "espiguinhas", flores pendentes, 2017

Chapati sem gluten de urtiga-mansa com geléia amarga de limão e caferana, Bunchosia armeniaca

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ERVA-DE-JABUTI, XIMBUÍ, PEPERÔMIA,  Peperomia pellucida

A primeira vez que vi uma erva-de-jabuti, era uma planta minúscula que a Neide Rigo nos mostrou na City da Lapa, depois a encontrei no SESC Interlagos e certa noite caminhava na av. Brigadeiro Faria Lima, algo puxou meu olhar para um canteiro no meio da calçada, como se eu soubesse o que ia encontrar lá, de noite com pouca claridade... percebi uma plantinha, como se estivesse me chamando... Fiquei tão contente em encontrá-la de novo... Tirei umas 2 mudas e plantei em casa, ela ficou durante um tempo e morreu, plantei outras vezes e ela morreu, decidi que se tivesse de nascer, agora seria por semente, mas sempre passava no mesmo lugar pra saber se elas estavam lá na avenida até que um dia tiraram todas as plantas do canteirinho e plantaram grama amendoim no lugar.

Finalmente percebi um dia que tinha nascido uma mudinha no meu vaso de suas sementes, fiquei tão feliz. É uma planta muito linda.

Esta é uma panc parente da pariparoba, pra mim é uma mini pariparobinha...kkkk Pertence à família das piperáceas, das pimentas. É nativa do norte e nordeste do Brasil. Tem suas folhas em coração são brilhantes possuem "espiguinhas" (sementes), não crescem muito, de 20-40 cm. Segundo Harri Lorenzi em seu livro de plantas medicinais diz que no norte do país é usada como hipotensor e forte diurético em infusão, em emplastro contra prurido e que na literatura etnofarmacológica, é usada no combate à tosse e dor de garganta.E ainda como preventiva do infarto de miocárdio. Cita ainda usos pelos indígenas das Guianas em mistura com leite para curar gengivite, dores de dente e outras afecções bucais, e para curar feridas e chagas.

No livro PANC, Kinupp fala de seu uso na culinária crua ou refogada e que popularmente seu chá é usado para controle de colesterol e hipertensão.

O sabor é forte, mas não consegui descrever aqui... sendo uma piperácea eu recomendaria usar apenas como condimento...



Erva-de-jabuti ou peperômia, em um canteiro na calçada da av. Brigadeiro Faria Lima, 2016




Erva-de-jabuti, Peperomia pellucida, no Paraíso, na rua do hospital do câncer, 2018




Erva-de-jabuti nascendo nas calçadas de São Paulo, sempre uma alegria encontrá-las, 2018

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ORA-PRO-NOBIS, LOBROBÓ, Pereskia aculeata e ORA-PRO-NOBIS ARBÓREA, Pereskia grandifolia



Esta planta ganhou este nome porque dizem que era colhida no quintal de uma igreja, onde o padre rezava: Ora pro nobis, em latim, que significa em português, orai por nós.



A ora-pro-nobis pertence a família das cactáceas, dos cactos, por isso possui muitos espinhos, planta extremamente resistente, podendo ser multiplicada através de seus galhos, por estaquia. A ora-pro-nobis, Pereskia aculeata possui lindas flores brancas com miolo amarelo e alaranjado, se você não tem muito espaço em seu jardim ou quintal, recomendo plantá-la em um grande vaso ou bem próxima ao muro, pois costuma soltar galhadas que necessitam ser podadas de tempos em tempos. Suas flores, folhas e frutos são comestíveis. Suas folhas são ricas em proteínas, manganês, zinco, sódio e ferro, podendo ser consumidas cruas ou refogadas, em suco verde, de seus frutos, pode-se fazer sucos e geleia e possuem vitamina C. O prof. Kinupp recomenda consumir as flores salteadas na manteiga.



Já a ora-pro-nobis arbórea possui flores rosas e espinhos (acúleos) muito longos e pretos, parecendo uma agulha. Usada muitas vezes como cerca viva por sua beleza e por causa de seus espinhos longos, ajuda a proteger as propriedades. Uso recomentado: refogar as folhas e saltear as flores, seus frutos não são comestíveis.



Eu costumo usar algumas folhas picadas na hora de amassar o pão, também podem ser trituradas no liquidificador para dar coloração verde à massa do pão. As folhas das 2 ora-pro-nobis podem ser usadas em ensopados, molhos, tortas, cozidos, etc.

Encontrei alguns exemplares desta última no Pacaembu e no Alto da Lapa.

Ora-pro-nobis ou lobrobó da Horta das Corujas
Ora-pro-nobis, Pereskia aculeata com flores, foto da internet

Ora-pro-nobis arbórea, Pereskia grandifolia, com flores rosa no Alto da Lapa

Ora-pro-nobis arbórea no Alto da Lapa


sábado, 23 de dezembro de 2017

TIRIRICÃO, TIRIRICA AMARELA, Cyperus esculentus e

TIRIRICA COMUM, CAPIM-DANDÁ, Cyperus rotundus



Sempre que eu encontrava uma tiririca, ainda sem sementes não sabia dizer qual das 2 tiriricas era, no final eu achava que sempre estava encontrando em meu caminho a tiririca comum, Cyperus rotundus, da qual fiz uso das batatinhas como leite da terra, as suas batatinhas tem um cheiro muito forte, para mim lembra até uma terebentina, porém é uma planta medicinal muito poderosa. Tem flores avermelhadas, é considerada anti-inflamatória, estimulante, vermífuga, hipotensora, em análise química, demonstrou ser antimicrobiana, anti-inflamatória e anti-fúngica, explica Harri Lorenzi em seu livro Plantas Medicinais. Bebendo este leite da terra senti em meu próprio corpo uma mudança de energia, sentia muito mais revitalizada depois do seu uso.



É um pouco chato para limpar, as batatinhas são meio pequenas, precisa lavar bem, retirar as raizes, pode deixar a casca marrom, bater tudo no liquidificador com água, bata umas 7-10 batatinhas em um copo de água, passe em um coador fino e adoce, se quiser acrescente canela. Eu usei a fibra no feijão.



Já a tiririca-amarela tem flores amarelas-douradas, está no livro de PANC do mestre Valdely F. Kinupp, cita as suas batatinhas como tendo sabor de amêndoas... Em bebi o suco da chamada Horchata de Chufa em Valência, bebida tradicional desta região feita a partir das batatinhas da tiririca amarela, Cyperus esculentus, muito ricas em gorduras, proteínas e açúcares. Faça um leite da terra desta tiririca como explicado acima, Kinupp recomenda usar as fibras em bolos e outros pratos. É antioxidante, protegendo o sistema imunológico.

No Sítio Pindorama em Mogi das Cruzes, juntas as 2 tiriricas, a amarela e a comum, nov/2017
A alegria de encontrar a tiririca-amarela, Cyperus esculentus

Tiririca-amarela, foto da internet

Da esquerda para direita, tiririca-amarela, com flores douradas e a tiririca comum, Cyperus rotundus com flores mais avermelhadas


sábado, 9 de dezembro de 2017

OFICINA DE PANC com Regina Yassoe Fukuhara no Espaço Quilombo Nuagora

no sábado 16/12/17 as 14h, na rua Banharão, 223 - São Paulo

P A N C's: Plantas Alimentícias Não Convencionais. 

São plantas que não consumimos como alimento simplesmente porque não estão à venda, ou seja: falta de costume e/ou conhecimento. Geralmente eram consideradas "mato" ou "ervas daninhas", porque crescem espontaneamente junto às plantas que cultivamos, ou em praças, parques, jardins e cantinhos onde muitas vezes o cuidado humano não se faz presente. Se as jogamos fora, perdemos uma grande oportunidade de consumir alimentos super nutricionais e curativos. 

A proposta da especialista Regina Yassoe Fukuhara é abordar esse tema com os ensinamentos sobre a potência nutricional dessas bênçãos da terra, sair à campo com o grupo percorrendo praças e arredores para a identificação das pancs e, além disso, juntos prepararmos um delicioso Temaki de Pancs e aprender outra receita com jaca para a ceia de natal.

Regina Yassoe Fukuhara é Artista Plástica, Permacultora e Pesquisadora apaixonada pelas PANC começou suas pesquisas participando de vários cursos, oficinas e passeios de identificação entre eles: IV Passeio Guiado – PANC na City com Neide Rigo, Oficina de PANC com Guilherme Ranieri na horta da FMUSP e Instituto Chão em 2016 e Curso de PANC com Valdely F. Kinupp – Tibá Rio/Bom Jardim/RJ em abril/ 2017. Hoje ela divide seu conhecimento em eventos em São Paulo e região. Realizou oficinas de PANC em 2016 no SESC Osasco, SESC Pinheiros, Horta das Corujas, no Festival de Agricultura Urbana na Praça Vitor Civita, na Horta Comunitária da Saúde, Espaço Cultural Jd. Damasceno na Vila Brasilândia. E em 2017 pelo Semear Conhecimentos em Igaratá, Chácara Amorada em Mairiporã e Horta do Centro Cultural São Paulo, 1º Semear Conhecimentos de Mairiporã, Agosto/2017, Mesa sobre PANC na Livraria da Vila pela Virada Sustentável 2017.

Regina também participa de diversos eventos voluntários em hortas da cidade e comunidades indígenas. Para conhecer o seu trabalho, acesse seu blog Sabores do Mato http://saboresdomato.blogspot.com.br/: “A pesquisa sobre as ervas (PANC e plantas medicinais) nasceu de um desejo profundo pela conexão com a natureza, aprender mais sobre os saberes da terra. Minha pesquisa procura trazer de volta a saúde da terra e a saúde do ser humano e animais”

Vamos degustar as receitas e acessar um conhecimento muito precioso para tempos de tantos venenos nos alimentos. É uma maneira de contribuirmos com a qualidade de vida que merecemos e de estarmos alinhad@s com uma saúde harmônica!

Vamos?

Inscrições: nuagora@gmail.com , com Karmencita.
Reciprocidade: R$ 80

Até lá!




Inscrições no evento do Facebook: 
https://www.facebook.com/events/135541857151132/


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

OFICINA DE PANC - Plantas Alimentícias não Convencionais no Sítio




OFICINA DE PANC – Plantas Alimentícias não Convencionais (matos comestíveis) por Regina Yassoe Fukuhara

Galera!! Vai ter oficina de PANCs no Sítio!
PANCs são Plantas Alimentícias Não Convencionais (matos de comer).
Quem vai facilitar a oficina é a Regina Yassoe. Será no domingo, dia 26/11 em um Sítio de Agricultura Familiar, Pindorama - Mogi das Cruzes-SP, a partir das 13h.
Vamos aprender um pouco sobre as PANCs, depois faremos o reconhecimento de algumas delas no Sítio e degustação de receitas com PANCs.


Investimento: R$ 40


INSCRIÇÕES no evento do Facebook:

https://www.facebook.com/events/123495684987265/

sábado, 11 de novembro de 2017

OFICINA DE PANC (Utilização de panc na culinária) - 18/11/12 as 15h, sáb. na Biotrips, rua Bela Cintra, 450





Dando continuidade ao ciclo de oficinas sobre as PANC (Plantas alimentícias não convencionais), no dia 18 de novembro falaremos sobre a utilização das PANC na culinária.

As PANC (Plantas Alimentícias não convencionais), termo criado pelo biólogo Valdely Kinupp diz respeito às plantas comestíveis que nascem de forma espontânea em jardins, quintais, terrenos baldios, parques, frestas de calçadas e canteiros, mas que não são consumidas por falta de costume ou de conhecimento.
Estima-se que existam 10 mil espécies com potencial alimentício no Brasil. Elas possuem alto teor nutritivo, são ricas em minerais, proteínas, vitaminas e ômega-3.

Nutritivas, ricas em aromas, cores, sabores e pouco conhecidas, mas elas estão chamando a atenção de cozinheiros criativos e de pesquisadores engajados em torná-las mais acessíveis aos consumidores.

A oficina propõe a preparação e degustação de deliciosas receitas feitas pela especialista Regina Yassoe Fukuhara. Durante a oficina, aprenderemos fazer receitas com coração de banana ou jaca verde (dependendo de qual estiver disposição na data), salada de PANC, salada de manga com PANC, bruschetta de PANC e sobremesa surpresa.

Regina Yassoe Fukuhara é Artista Plástica, Permacultora e Pesquisadora apaixonada pelas PANC começou suas pesquisas participando de vários cursos, oficinas e passeios de identificação entre eles: IV Passeio Guiado – PANC na City com Neide Rigo, Oficina de PANC com Guilherme Ranieri na horta da FMUSP e Instituto Chão em 2016 e Curso de PANC com Valdely F. Kinupp – Tibá Rio/Bom Jardim/RJ em abril/ 2017. Hoje ela divide seu conhecimento em eventos em São Paulo e região. Realizou oficinas de PANC em 2016 no SESC Osasco, SESC Pinheiros, Horta das Corujas, no Festival de Agricultura Urbana na Praça Vitor Civita, na Horta Comunitária da Saúde, Espaço Cultural Jd. Damasceno na Vila Brasilândia. E em 2017 pelo Semear Conhecimentos em Igaratá, Chácara Amorada em Mairiporã e Horta do Centro Cultural São Paulo, 1º Semear Conhecimentos de Mairiporã, Agosto/2017, Mesa sobre PANC na Livraria da Vila pela Virada Sustentável 2017.

Regina também participa de diversos eventos voluntários em hortas da cidade e comunidades indígenas. Seu trabalho pode ser acompanhado em seu blog Sabores do Mato (http://saboresdomato.blogspot.com.br/). Onde ela nos conta como surgiu a paixão pelas plantas e divide todo seu conhecimento desse mundo riquíssimo. : “A pesquisa sobre as ervas (PANC e plantas medicinais) nasceu de um desejo profundo pela conexão com a natureza, aprender mais sobre os saberes da terra, minha pesquisa procura trazer de volta a saúde da terra e a saúde do ser humano e animais” diz ela em seu blog.
Venham conhecer esse mundo de flores e plantas de comer!
DIAS: 18 de novembro de 2017 das 15h00 às 18h00
LOCAL: Rua Bela Cintra, 450 – Consolação CEP -01415-000 – São Paulo-SP.

INVESTIMENTO: R$ 70,00

Inscrições e maiores informações:
E-mail ou Whatsapp
Ana Moraes
11 4559-0785
11 98188-0991
anamoraes@obichobiotrips.eco.br

Cauê Vida
11 4559-0785
11 97373-1913
caue@obichobiotrips.eco.br